Foto: Elvis Palma/Agora Laguna/Arquivo
 

Prevista para ter sido realizada nos últimos meses de 2018, a desativação do emissário submarino do Mar Grosso deve iniciar entre o fim de agosto e os primeiros dias de setembro, segundo informou à reportagem o chefe da agência da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Giovani Pickler. Em dezembro do ano passado, a estrutura chegou a colapsar, após entupimento que provocou o transbordo dos efluentes em via pública.

A execução do serviço será feita pela empresa Incosan, de São José, que venceu a licitação terminada no último dia 06. Os trabalhos de desativação e direcionamento para a estação da Vila Vitória devem durar de três a seis meses.

“Até dezembro, acredito, o emissário estará eliminado e a gente vai começar a jogar esse esgoto para a Vila Vitória”, prevê Pickler. O processo para desativar foi iniciado em 2016, no primeiro edital não houve concorrentes e no segundo, a vencedora desistiu da operação.

Como funciona o emissário atualmente

Atualmente, o esgoto das residências e estabelecimentos comerciais, localizados entre a região das praças Francisco Pinho e Nelson Moreira (praça do Villa), é transportado por tubulações subterrâneas até uma estação elevatória situada próximo ao Hotel Renascença. Lá, os resíduos passam por um gradeamento, promovendo um condicionamento prévio dos sólidos maiores, porém, sem impedir a passagem de objetos menores.

O emissário submarino não permite a utilização de tratamentos específicos nos resíduos, antes do despejo em alto mar. “Na época exigia-se somente isso, atualmente o esgoto deve passar por três processos de limpeza”, conta o engenheiro responsável pelo projeto, André Labanoski.

A estrutura, erguida em 1986, possui 1,5 km de extensão com 12 metros de profundidade.