Foto: Elvis Palma/Agora Laguna
 

Criada em 2006 para proteger o patrimônio público, o meio ambiente, a fiscalização das vias públicas e atender a população quando da ocorrência de eventos danosos, segundo a lei complementar nº 135, a Guarda Municipal de Laguna vive um cenário completamente inverso ao seu objetivo principal.

Enquanto em outras cidades, o poder público investe na equiparação e promoção de concursos, em Laguna o trabalho atualmente se resume a fiscalização do serviço do estacionamento rotativo, de responsabilidade do município.

Ao todo, são 13 guardas, um afastado e outro cedido aos bombeiros, que se revezam em duas viaturas de segunda à sexta-feira, em dois turnos, das 07h às 19h, sem atendimento noturno e finais de semana. Tal medida se deu, por conta da falta de efetivo e sem perspectiva de um novo concurso.

Nesta segunda-feira, 05, moradores do distrito de Ribeirão Pequeno se reuniram cobrando maior fiscalização e rondas rotineiras dos órgãos de segurança. “Se deslocarmos uma viatura para o interior, por exemplo, não podemos atender com eficiência o rotativo. Além disso, cuidamos do setor de trânsito e as funções administrativas”, comenta a atual comandante da GM, Saleide Duarte.

Segundo registrado pelo Portal Agora Laguna, em anexo na escala de serviços da GM, a orientação é de que as ocorrências urgentes e emergentes só serão atendidas com a autorização do comando. São permitidas apenas rondas no Centro Histórico da cidade, em postos de saúde na área urbana, campo do LEC e Molhes da Barra.

“As pessoas não estão respeitando o tempo permitido no rotativo que só funciona com a fiscalização dos guardas. A PM está priorizando o atendimento às ocorrências”, finaliza Saleide.

Nossa equipe entrou em contato com o prefeito Mauro Candemil, via mensagem por aplicativo e telefone, mas até a publicação da reportagem não obteve retorno.

Porte de arma

Em outubro do ano passado, uma primeira turma realizou o curso de tiro com arma de fogo na Academia de Polícia Civil de Santa Catarina (Acadepol), em Florianópolis. A intenção, segundo a prefeitura, era realizar após a formação dos guardas municipais, um convênio junto ao departamento da Polícia Federal para emissão dos portes de arma, conforme prevê o artigo 16 da Lei nº 13.022 (Estatuto Geral das Guardas Municipais) e Lei 10.826 (Estatuto do Desarmamento), o que ainda não ocorreu.