Foto: Divulgação/Democratas
 

Um dos partidos mais tradicionais do cenário político brasileiro, o Democratas (DEM) deve voltar a fazer parte das disputas municipais a partir de 2020, com a recriação do seu diretório – desativado desde as eleições de 2012.

A refundação da agremiação foi desencadeada em março deste ano, quando grupo de jovens lideranças da cidade se reuniu com o ex-deputado federal e atual presidente do diretório estadual, João Paulo Kleinübing, na capital do estado. Para Rômulo Camilo, presidente provisório do partido em Laguna, o Democratas volta ao município em consonância com o momento de renovação vivido pela sigla.

“Mais do que assumir o partido e poder ajudar nessa reconstrução, nos foi dado a possibilidade de protagonismo, já que em outras legendas dentro do nosso município há ainda partidos com ‘dono’. No DEM, com a garantia das lideranças a nível estadual e federal, não teremos isso. Como o nome já diz, construiremos um partido de democratas”, afirma.

A diretoria provisória do DEM é formada ainda pelo advogado Leandro Schiefler Bento (vice-presidente), com suporte dos empresários Márcio Souza e Henrique Vieira e do assessor parlamentar Bruno Marçal. O partido faz planejamentos à eleição de 2020 e pretende lançar candidato à prefeitura. “Estamos montando uma nominata com lideranças que se enquadram nos princípios do partido. Uma coisa é certa: o DEM terá candidato na majoritária”, adianta Camilo.

“Claro que nossos planos são de liderar um processo de renovação e temos o partido encabeçando isso, mas não há vaidade e nem ego. Estaremos dispostos a construir qualquer união que seja em prol da nossa cidade, com pessoas íntegras, que sigam os mesmos princípios que o DEM está se propondo a levar em frente”, salienta o presidente provisório ao falar da possibilidade de o partido se coligar com alguma outra sigla na cidade.

As metas do Democratas em Laguna, diz Camilo, estão bem definidas. “Nossos planos são de liderar um processo de renovação e temos o partido encabeçando isso, mas não há vaidade e nem ego. Estaremos dispostos a construir qualquer união que seja em prol da nossa cidade, com pessoas íntegras, que sigam os mesmos princípios que o DEM está se propondo a levar em frente”.

Até outubro, a comissão de refundação será provisória e o trabalho será regularizar o partido junto aos órgãos eleitorais para garantir que seus futuros candidatos possam participar das disputas de 2020.

DEM nega que esteja sendo criado para abrigar vereador do PP

O nome do partido voltou a ser levantado no cenário político da cidade ao ser ventilado como possível nova filiação do atual vereador Peterson Crippa da Silva (atualmente no Progressistas), o que foi ampliado depois que o parlamentar expôs que sua sigla estava dividida, culminando no cancelamento da convenção municipal que escolheria a nova diretoria.

Sobre abrigar o edil, o DEM não nega espaço, mas refuta a afirmação de que o partido estaria sendo criado apenas para receber sua filiação ‘de malas prontas’. “Posso somente lhe afirmar que muitos partidários de outros partidos, muitos deles em mandato, nos procuraram e já sinalizam uma aproximação e interesse em participar do nosso projeto”, garante Camilo à reportagem.

Partido já esteve na prefeitura na década de 1990

A sigla foi fundada em 1985, a partir de uma dissidência do antigo Partido Democrático Social (PDS, hoje Progressistas), sendo nomeada como Partido da Frente Liberal (PFL). A denominação Democratas, surgiu em 2007 em um movimento de oxigenação da agremiação.

Existente de 1985 a 2012, na cidade, o partido teve breve passagem pela prefeitura de 1994 a 1996, quando Nazil Bento Junior assumiu o cargo após a renúncia de Jorge Tadeu Zanini (PDS). A dupla havia sido eleita dois anos antes em coligação que teve ainda o PTB.

A última tentativa do Democratas de retornar à prefeitura da terra de Anita foi há sete anos, quando o ex-vereador Tono Laureano (atualmente no MDB) concorreu ao Executivo em coligação com PDT. A candidatura foi impugnada pela Justiça e os votos anulados.