Foto: Elvis Palma/Agora Laguna
 

Transferida por conta do mau tempo, a passeata contra a exploração sexual e abuso infantil acontecerá nesta quarta-feira, 12, iniciando na escola Almirante Lamego e percorrendo diversas ruas do Centro Histórico, finalizando no ponto de partida. A princípio, além das escolas da cidade, participariam as equipes da secretaria e órgãos de assistência social e outras entidades do município. O ato terá início às 10h.

O Dia Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual é lembrado sempre no dia 18 de maio. De acordo com a prefeitura, no ano passado foram 14 casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes em Laguna.

A maioria das ocorrências, tanto com crianças quanto com adolescentes, ocorreu dentro de casa e os agressores são pessoas do convívio das vítimas conforme a coordenadora do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas), Juliana Oliveira.

De acordo com a secretária de Assistência Social, Tanara Cidade de Souza, o evento será importante para conscientizar a sociedade em denunciar os casos de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

SC registra mais de 10 casos por dia

Segundo dados divulgados pelo Tribunal de Justiça do estado (TJ-SC) nesta semana, Santa Catarina, registra mais de 10 notificações por dia de casos envolvendo abuso ou exploração infantil. Conforme o levantamento, 3,8 mil notificações foram registradas ao longo de um ano.

No estado, a cada mil habitantes a região de Laguna tem o menor índice de notificações com 1,8 casos, enquanto que no Extremo Oeste são 3,5 casos registrados entre jovens com idades entre zero e 17 anos.

Nacionalmente foram registradas 33.411 denúncias anônimas sobre o tema recebidas pela Polícia Federal no último ano, resultando em mais de mil laudos de análise de conteúdo de pornografia envolvendo crianças e adolescentes.

Sobre a data 18 de maio

A data 18 de maio foi criada pela Lei Federal 9770/2000 e lembra o caso Araceli, ocorrido em 1973, em Vitória, capital do Espírito Santo. A menina tinha 9 anos quando foi morta, após ter sido sequestrada, violentada e abusada sexualmente. O corpo foi encontrado seis dias depois, desfigurado por ácido, em um terreno perto de um hospital local.

Como ajudar

Mudanças de comportamento são o principal indicador de que a criança ou adolescente sofreu abuso sexual. O sinal mais comum é conhecido como “muro do silêncio”, onde a vítima sente medo de sofrer represálias ou é ameaçada para que não denuncie seu agressor.

Outros sinais que podem indicar algum tipo de violência sofrida é dificuldade de relacionamento em grupo e isolamento social; problemas com o sono como pesadelos, insônia ou medo de dormir; aparecimento de sintomas de doenças sexualmente transmissíveis; fugas frequentes do lar; mudanças repentinas de humor; dores nos órgãos sexuais; entre outros.

As denúncias podem ser feitas anonimamente pelo disque 100 ou 181. O Creas também recebe notificações podendo ser comunicado, diretamente em sua sede na Rua Barão do Rio Branco, 25, Centro ou pelo telefone (48) 3644-2049 ou no Conselho Tutelar (48) 3644-4082 e Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (48) 3647-7781.