Estudantes universitários realizaram na tarde desta quinta-feira, 15, um ato contra os cortes de 10% no duodécimo da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), proposto recentemente pelo governo estadual. A manifestação de Laguna, realizada na sede da universidade e que também teve passeata e panfletagem no Centro Histórico, aconteceu em conjunto com diversos movimentos similares pelo país.

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“O principal reflexo do corte será nos projetos de extensão como Aumigos, Idealize, Juntos e Entrosa e as bolsas de permanência que podem ser cortadas”, explica a estudante Letícia Mello, uma das organizadoras do movimento. A direção da Udesc de Laguna confirmou a afirmação da jovem e adiantou à reportagem, que um encontro deve ser realizado na próxima semana para debater o assunto na Assembleia Legislativa do Estado.

Cerca de 120 estudantes e ativistas participaram do protesto. Dois abaixo-assinados também foram colocados em circulação pelo movimento, um contrário aos cortes na educação e outro, contra a reforma da previdência proposta pelo governo federal.

Professores também pararam

Além do movimento relacionado à Udesc, pelo estado aconteceram atos macro-regionais contra a reforma da previdência convocados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC) em atendimento ao chamado feito pela confederação nacional da categoria. Na região Sul, a manifestação que contou com pelo menos 70 educadores do sindicato regional de Laguna, foi concentrada em Criciúma.

“As universidades federais vão parar em virtude dos cortes, assim como os institutos. E nós, trabalhadores da educação pública e básica estaremos parando também, pelos ataques diretos com a reforma da previdência, cortes no Fundeb e as incertezas do futuro, pois ainda não há posicionamento do MEC quanto a repasses para esse fundo”, detalha o coordenador do Sinte de Laguna, Rudmar Corrêa, sobre os motivos da paralisação.

De acordo com as informações apuradas pela reportagem, a escola Comendador Rocha foi a única que suspendeu as aulas e a escola Almirante Lamego não teve aulas nas turmas de 1º a 5º anos do ensino fundamental, além de ter registrado ausências de professores nos outros níveis de ensino.

Saul Ulysséa, em Cabeçuda, também teve faltas de educadores e no Renato Ramos, nenhuma mudança aconteceu no cronograma de aulas por conta da paralisação. A reportagem não conseguiu contato com outros colégios da cidade.

Foto: Luís Claudio Abreu/Agora Laguna