Foto: Notisul/Divulgação
 

Câmeras de segurança do Banco do Brasil, localizado no centro histórico de Laguna, flagraram uma suposta ação de uma quadrilha suspeita de instalar ‘chupa-cabra’, dispositivo eletrônico usado para furtar dinheiro ou cartão, nos caixas eletrônicos da região.

O fato teria acontecido em 19 de abril, por volta das 13h20 e foi confirmado ao Portal Agora Laguna pela delegada Carolina Quintana Guedes. “Se trata de investigação em andamento da DPCo de Laguna, com inquérito policial instaurado”, explica.

No vídeo, divulgado pelo Jornal Notisul, é possível ver dois homens suspeitos. Eles podem já ter atuado em outros locais da cidade, onde se encontram caixas eletrônicos, como supermercados. “A princípio são quatro suspeitos de utilizarem dispositivos (chupa-cabra) nos caixas eletrônicos de bancos”, detalha Carolina.

Conforme a delegada, “uma integrante do grupo se identifica como funcionária e ‘orienta’ a vítima a ligar para o número de telefone afixado à parede do banco”. Neste momento, ao ligar para o contato, os criminosos pedem todos os dados a fim de realizar os saques e transferências, ao mesmo tempo, em que aproveitam para se apropriar do cartão original enquanto a vítima se distrai para efetuar a chamada.

“O alerta consiste em não aceitar recomendações de estranhos, sobretudo em horários que o banco esteja fechado. E ainda, caso precise ligar para o banco visando o bloqueio do cartão, a operação deve ser efetivada mediante número de telefone encontrado em site oficial”, orienta Carolina.

Veja:

Como funcionam os chupa-cabras de caixas eletrônicos

Conseguir painéis numéricos falsos para os caixas é cada vez mais simples no mercado ilegal, o que agrava a situação. Aqui, já não serviria em nada cobrir o painel ao ingressar o PIN, uma vez que o mesmo usuário estaria escrevendo sua senha e enviando-a direto para os criminosos via SMS, sem você nem se dar conta. Naturalmente, esta medida é muito mais eficaz para os “chupa-cabras” que as câmeras espiãs, uma vez que já não têm que processar manualmente cada vídeo.

É claro que o painel falso sobressai visivelmente sobre o teclado original, mas dificilmente qualquer usuário poderia examinar de perto isso. Além disso, estes painéis duplicados utilizam o mesmo tipo de metal e cor de pintura que os originais, por isso, sua identificação resulta muito difícil.

Existe uma técnica que os fraudadores usam habitualmente: eles guardam o software que eles usam para decodificação e clonagem da informação. Desta forma, os criminosos se protegem si mesmos das forças de segurança e de outros fraudadores.

Se você inserir uma senha incorreta, o software de clonagem não informará o usuário que inseriu sua senha incorreta, simplesmente desligará. Nesse sentido, as autoridades terão que empregar técnicos especialistas para analisar o código dos programas, o que é uma tarefa muito complexa e demanda muito tempo.

Muitas vezes, é difícil perceber a fraude: a instalação de “chupa- cabras” dentro dos equipamentos permite que todas as operações sejam feitas normalmente – enquanto os dados do cartão são repassados aos criminosos. Dispositivos que evitam a retirada de dinheiro, deixando as notas retidas para posterior furto, fornecem uma indicação maior de que houve golpe, mas podem ser confundidos com um problema pequeno.

Com informações do Jornal Notisul. Atualizado em 08 de maio às 7h18.