Foto: Divulgação/Agora Laguna
 

Contemplada em julho de 2018 com uma reforma avaliada, inicialmente, em R$ 96.044,39, a escola Índio Guimarães, que atende a comunidade de Parobé, localizada no distrito de Ribeirão Pequeno, está com as obras paradas. A informação foi levantada pelos moradores da localidade e apurada pela reportagem do Portal Agora Laguna.

“A comunidade está descontente com a situação da escola que está abandonada há mais de um mês”, afirma uma das moradoras da localidade. As secretarias de Educação e Esportes e de Planejamento Urbano, confirmam que as obras no prédio do colégio, que data de 1964, estão em atraso.

Aliado à alterações no projeto que deverão ser feitas por conta de mudanças na rede elétrica e telefônica do edifício, a maior parte do atraso acontece por conta da empresa que está realizando a obra e que não vem cumprindo com as obrigações contratuais, segundo as pastas.

“Tenho mantido contato com os moradores da região e acontece que a comunidade acredita que a escola será fechada, por conta daquele movimento que ocorreu no início do ano, o que não deve ser feito. As obras estão paradas por conta da empresa responsável que vem fazendo um trabalho lento e pediram, inclusive, um prazo maior e que não será concedido”, salienta a secretária Janaína Preve, que responde pela Educação municipal.

O descaso com a reforma do colégio será apontado pela prefeitura como motivo para o cancelamento do contrato com a construtora. “Eles não cumprem com os prazos”, resume a secretária de Planejamento Urbano, Silvânia Cappua Barbosa.

A fiscalização municipal fez visita à edificação na última semana e solicitou à empresa que fornecesse documentos referentes ao cronograma e diários de serviços. “Já se passaram mais de três dias úteis e até o momento nada foi entregue”, comenta Silvânia. A possibilidade de aplicação de multa, junto da rescisão de contrato está em análise na prefeitura, que a partir do ato, deve fazer um novo processo licitatório em cerca de 45 dias.

Novas vistorias devem acontecer nos próximos dias, assim como uma reunião com a direção da escola e a prefeitura também será realizada. Até a conclusão das obras, os estudantes continuarão a ter aulas na associação de moradores da comunidade.

Outro lado

O contrato entre a prefeitura e a construtora Nelgui, vencedora da licitação, de acordo com dados do Portal da Transparência, foi assinado em 1º de outubro de 2018 e teria validade até 08 de fevereiro deste ano. Na data de término inicial, segundo a administração municipal, foi feito um aditivo até 15 de abril, acrescentando R$ 19.024,26 no valor original do acordo.

A reportagem do Portal tentou contato com a empresa, sediada em Criciúma, mas os telefones disponíveis na internet são inexistentes. Não foram encontrados nenhuma forma de comunicação via e-mail, até o fechamento da matéria.

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