Foto: Arquivo Pessoal/Agora Laguna
 

Por uma questão de ‘logística’, Mateus Goulart Marcos, 24 anos, nasceu em Tubarão, mas foi na cidade de Laguna, que ele se criou desde pequeno. Morador do bairro Cabeçuda, o filho mais velho da professora Custódia Goulart e do servidor Laureni Marcos, vem se destacando no levantamento de peso – a modalidade é ligada ao Comitê Olímpico Internacional.

O jovem arquiteto, formado em uma das primeiras turmas da Udesc Laguna, conheceu a modalidade durante o período em que fez, por meio da universidade, intercâmbio na região da Catalunha (comunidade autônoma da Espanha), no continente Europeu. Antes do halterofilismo, as experiências esportivas dele haviam sido na musculação e no handebol.

O primeiro contato com o esporte foi por meio de um powerlifter, que praticava musculação, mas que fazia apenas os movimentos básicos como agachamento e supino, diz o esportista. “Em 2014, através da internet, descobri o levantamento de peso que ainda é pouco conhecido aqui no Brasil, apesar de ser praticado há muito tempo em diversas regiões do país”, relembra. “No final de 2016, eu conheci a minha treinadora Ana Rosa, de Garopaba, que me inseriu no esporte e a partir daí tudo começou. Ainda naquele ano participei do primeiro campeonato de supino e levantamento terra, ganhando a medalha de prata”, relembra.

Recentemente, Mateus disputou o campeonato nacional na categoria open e conquistou o terceiro lugar. “Participei achando que só iria brigar pelo pódio daqui uns dois, três ou quatro anos e para minha surpresa fui chamado para pegar a medalha de bronze”, conta.

O atleta de Laguna está aberto a patrocínios para custeio de suas despesas em próximos campeonatos – ele deixou de participar, anos atrás, do mundial júnior pela escassez de recursos. “Está previsto para agosto o campeonato de Santa Catarina e no fim desse mês, a copa catarinense em Porto Belo”, adianta sobre algumas das participações que fará em campeonatos de 2019. Mateus foi campeão brasileiro, em Ribeirão Preto (SP) e sul-americano, disputando na Argentina.

“Meu objetivo principal é ir para o campeonato mundial um dia. Esperava que fosse daqui a uns cinco anos, mas pelo ritmo atual pode ser a antes. É um esporte de muita paciência, então não tenho muita pressa. Minha meta maior é ser bom profissional e bom atleta”, finaliza.